Há coisas que nunca mudam. Outras mudam. Enfim.
O que interessa aqui é que nos deparamos com factos muito graves os quais eu não posso deixar escapar.
Olha, já deixei... fugiram... já vão ali ao fundo, viraram a esquina, atropelaram um cão e desapareceram. Felizmente, na correria da fuga, agarrei o casaco de um deles.
Dentro do casaco, um papel. "Um cheque? Uma nota? Um papel?" pensava eu depois de introduzir a minha mão no bolso da respectiva peça de indumentária. Acertei. Não era um cheque, não era uma nota, era um papel. Dobrado quatro vezes, Azul.
Abri-o. O que dizia lá? "Olá! Sabias que 4 em cada 5 piolhos são imunes aos produtos químicos que usamos para os eliminar? Beijinhos. Golfinho Dourado"
Engraçado. No verso, algo mais simples, alinhado na vertical: "batatas, tomate, queijo, cogumelos, manteiga, iogurtes, Skip, tampões, coca-cola, àgua, sumos de fruta naturais que façam bem à diminuição do colestrol".
A situação dos piolhos é passível de ser ignorada. Mas é grave deixar fugir os golfinhos do Jardim Zoológico, e, pior, deixá-los à vontade para fazer compras no Jumbo. O Jumbo, recorde-se, é um elefante. E os golfinhos nunca gostaram de elefantes. Pelo menos nunca vi dois juntos.

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