Aqui há uns dias alguém se virou para mim (e digo "virou" porque a pessoa em causa estava nomeadamente de costas) e exclamou com bastante convicção a frase que se segue: “Tu realmente não existes!” e como esta não foi a primeira vez que realmente alguém se dirige a mim nestes termos, entrei em depressão e estou agora perante um crise existencial.

Porque se de facto eu não existo, quem é que todos os dias acorda de manhã sem vontade nenhuma de sair da cama? E quem é que todos os dias se dirige para o local de trabalho para fazer exactamente a mesma coisa do dia anterior? E quem é que todos os dias tem de ouvir a mamã a dizer “Come a sopa!”? (ok, este não sou eu, eu como a sopa sempre até ao fim a mamã aqui em casa só diz frases dentro do género “Não faças xixi nas calças!”, ou mesmo “Não te quero fora da cama depois das dez da noite!”). E, finalmente, quem é que todos os Domingos é obrigado a sofrer com os desempenhos miseráveis da sua equipa de futebol? (Definitivamente, este sou eu…).

Desde pequenino que oiço aqui e ali que "Ninguém é perfeito e que ninguém quer ser Ninguém!", apesar de eu não querer ser Ninguém, devido a estas afirmações proferidas por terceiros, chego à conclusão de que sou Ninguém... assim sendo, sou Perfeito, acabando por ultrapassar a minha crise existencial...

E assim dou por concluída a primeira divagação deste blog!

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